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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fragmentos de mim mesma...

Nessa época, todos sensíveis, beijam, abraçam, sentem falta, saudade, compreendem e se entendem...
Nessa época do ano em que a maioria das pessoas levam dentro de si uma vontade imutável de amor, de compaixão, as vezes nada fazem movidas por tais sentimentos, mais sentem, e se emocionam, e choram, e querem somente viver, e aproveitar cada segundo como se fosse único, cada dia como se fosse o último...
Nessa época, em que decidimos viver mais, ou apenas considerar o fato de que estamos vivos e que o mundo lá fora é muito grande, as pessoas muito complexas, há muito a entender, há muito ainda a viver, ver, crer...
Deixamos nosso quarto quente, mofado, que guarda nas paredes angústia de uma vida. Os carpetes já empoeirados apenas enfeitam a solidão e o esquecimento.
Afinal, se não sairmos, se não vivermos, se nada acontecer em favor de nós mesmos, continuaremos margem do mar do nada a beira do tédio. Porque nossas vidas dependem somente das atitudes, porque não se deve esperar somente, sem nada fazer, é nas atitudes que guardamos a solução pro término desse episódio um tanto dramático, é nessas tão pequenas atitudes que está a chave que abre a porta desse quarto escuro que nos tranca, nos embarreira, que nos trancamos por nossa própria vontade de sermos nós mesmos.
Afinal, é necessário escolher um momento propício para reaprendermos com as crianças, para descobrirmos que há muito o que aprender com o que já sabemos.
Nessa época em que todos estão melancólicos e festejantes, simplesmente siga aquele caminho que fará de você você mesmo, que além de mostrar pra todos quem realmente é, mostrará pra si mesmo que há muito mais, infinitamente mais além do que os olhos podem ver, além do horizonte, do enxergar um ou outro, muito mais o que aprender, sentir, viver...

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