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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Rodo cotidiano...

Trancada no meu quarto, acompanhada apenas de pensamentos pertubadores, milhares de coisas, idéias, pessoas dividem o espaço dentro da minha mente...
Tudo é meio estranho, tento me destrair, mais alongar meu corpo só me traz lembranças, tudo, absolutamente tudo me traz lembranças, recordações do que se foi e do que poderia ter sido...
Vontades, medos, desejos, raiva, amor, tudo se mistura assustadoramente dentro de um corpo apenas comum, que procura se dividir em muitas partes ou apenas se sentir menos agitado em meio a tantas sensações e sentimentos...
Eu deito, eu levanto, eu corro, eu olho, fecho os olhos, tenho a impressão que não é comum, quer dizer, todo mundo ja sentiu algo parecido, todos ja quase eu simplesmente surtaram simplesmente por desejarem se sentir melhor? E ao redor de tudo e dos sentimentos, um deles prevalece gritante e discreto entre eles, o ódio, a raiva, os dois juntos me enlouquecem, só por saber que no mesmo momento em que eu quero dar cabo a vida de alguém, não teria coragem para isso...
Coragem! Ah, coragem! Ela sim deveria vir, deveria se mostrar presente nos momentos propícios, ou será que ela se mostra sim presente nestes momentos, será que neste exato momento ela não está sendo exercitada no simples gesto de estar aqui, rasgando verbos e substantivos, jogando nas palavras tudo que eu penso, tudo que está engasgado no meu peito, nesse rodo cotidiano, que me definha, e ao mesmo tempo me fortalece.
No meu quarto eu sinto, eu vejo, eu falo, eu escrevo, eu amo, eu odeio, mais não é nele que eu devo, que eu quero e preciso permanecer, nele não está a solução que eu preciso, pra esquecer, não ficar imaginando você chegando aqui, minha reação quanto a isso...
Isso me faz mal, você me faz mal, a rotina que me certa me mata aos poucos e sei, eu sei que há muitas coisas lá fora a minha espera, que nem a chuva, nem o frio poderão deixar frias e úmidas, coisas que mudarão simplesmente o todo sentido, da vida e de tudo...
Tudo que eu vivo, tudo que eu sinto, tudo que não tem sentido caro ou barato, vivo ou morto, aqui no quarto, nesse rodo cotidiano...




(Obs: noite fria lá fora, quente aqui dentro, e chuva lá fora pra lavar as memórias, inundar as casas e trazer inspiração obscura...doce chuva de verão...)

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